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7 de outubro de 2012

Desde a proclamação da República, apenas 16 prefeitos de São Paulo foram eleitos pelo voto direto

O caminho para o paulistano escolher seu prefeito foi sinuoso e cheio de obstáculos. Desde a República, o paulistano foi às urnas apenas 16 vezes nesses 123 anos. O próprio cargo de prefeito só surgiria dez anos depois da proclamação. Com as Revoluções de 1930, 1932 e o Estado Novo, o paulistano viveria uma abstinência eleitoral de 27 anos. Durante o regime militar, foram mais 20 anos sem voto. Com o fim da ditadura, o eleitor voltou às urnas e a cidade vive o maior período com prefeitos eleitos pelo voto direto.

6 de outubro de 2012

Texto de Hélio Schwartsman: “A volta da censura”

Em tempos de YouTube e celulares com câmera, nos quais praticamente qualquer cena presenciada por um ser humano pode ser registrada e disponibilizada para todo o planeta, não é surpreendente que assistamos a um número cada vez maior de pedidos de censura judicial, isto é, de pessoas exigindo, via Judiciário, que as imagens e comentários sejam retirados da rede de computadores. O fenômeno chega ao paroxismo agora que o Brasil vive um período eleitoral em que milhares de postulantes a prefeito e vereador tentam evitar tudo o que possa prejudicar-lhes a candidatura e, para isso, contam com a mão amiga de uma Justiça Eleitoral excessivamente intervencionista e pouco afeita aos cânones do liberalismo político. A fórmula é complementada ainda pelos místicos e moralistas de sempre, que buscam na Justiça e fora dela calar as manifestações com as quais não concordam.

“Are we all Malufists now?”

Número de candidatos a prefeito em São Paulo que propõem claramente a demolição do Minhocão ainda durante seus quatro anos regulamentares de mandato: 0. Número de candidatos a vereador — até one pude saber — em São Paulo que propõem claramente a demolição do Minhocão ainda durante seus quatro anos regulamentares de mandato: 0. (os zeros também se repetem no que concerne à recuperação do antigo verde do Parque D. Pedro II e da demolição do Viaduto Plínio de Queirós, que liga a Av. Nove de Julho a si mesma e que matou a Praça 14Bis)

30 de dezembro de 2010

Um plano chavista-lulista-petista para ganhar e manter o poder (este post é uma peça de ficção)

1. Durante o mandato Dilma, vota-se uma emenda constitucional para acabar com a reeleição e ao mesmo tempo aumentar o mandato presidencial para 6 anos;

2. Com a emenda aprovada, Lula concorre em 2014 e vence.

3. No 5º ano de mandato, aparece a proposta de emenda para se restabelecer a reeleição nos moldes de 1997.

4. Com a emenda aprovada, Lula concorre em 2020 e vence.

5. E no 5º ano do segundo mandato consecutivo, vota-se uma emenda constitucional para tirar os limites de reeleição contínua.

6. Lula em 2026 teria 81 anos. E daí? Hoje em dia o Hosni Mubarak governa o Egito com 82 e Robert Mugabe o Zimbabwe com 86…

29 de dezembro de 2010

Ó:

Se você quer bloquear a posse de Tiririca e Leandro do KLB porque, apesar deles estarem indo a seus parlamentos de acordo com as regras do jogo eles não seriam “adequados” para seus cargos, sorry, você não acredita em democracia.

1 de novembro de 2010

Mudaram várias coisas, mas uma coisa não mudou

A maioria das vagas no congresso nacional do Brasil ficaram na mão dos 4 grandes: PT, PMDB, PSDB e DEM. É assim desde 1988, quando a nova constituição foi feita e promulgada.

31 de outubro de 2010

Você até pode achar babaquice da minha parte, mas a verdade…

…é que eu gosto de votar. Independente dos candidatos perderem ou ganharem no final (e do que eles irão fazer depois…), o que vale é poder participar do processo.

11 de outubro de 2010

Adianta votar nulo?

Um passeio pela internet e pelo orkut propicia uma festa de aberrações na forma de campanhas pela anulação. Afirma-se, por exemplo, que os pleitos (para cargos majoritários ou proporcionais) seriam cancelados caso houvesse mais de 50% de votos nulos. Isso é conversa fiada, avisa o TSE. No caso da eleição para deputados federais, estaduais e senadores, pode haver maioria folgada de votos nulos, que, ainda assim, os deputados tomarão posse. Mesmo se tiverem meia dúzia de votos. A Constituição garante que servem somente os votos válidos (excluindo-se os nulos e brancos) e ponto final. Já no caso de presidente e governador, nem o TSE tem certeza do que aconteceria. É que existem duas leis conflitantes sobre o tema. A Constituição, de 1988, reza que valem só os votos válidos. Mas o Código Eleitoral, de 1965, prevê a anulação em caso de mais de 50% de votos nulos numa eleição majoritária. Se isso ocorrer, o impasse deve seguir para julgamento do TSE e depois do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiria ao sabor da pressão política. A democracia no Brasil provavelmente ficaria abalada. A insegurança política resvalaria na economia, com os investidores estrangeiros retirando seus dólares do país.

(…)

Sem se valer de bichos ou candidatos diferentões, o voto nulo perde efeito. “Os corruptos não darão a mínima. Estão blindados por seus partidos”, afirma o cientista político Bolívar Lamounier. Para ele, outro problema da anulação seria como identificar o voto de protesto entre os que vêm de erros durante a votação. Lamounier fez estudos sobre o pleito de 1970, quando houve uma chamada dos estudantes em favor do voto nulo para desafiar a ditadura, e o de 1974, quando as lideranças políticas já punham em dúvida esse expediente. “Conseguimos identificar o protesto em apenas um terço dos votos inutilizados na cédula de papel. O restante era decorrente de erro ou desinformação”, diz. “Hoje, com a urna eletrônica, é impossível saber o que é voto de protesto.”


Mais, aqui.

25 de setembro de 2010

Revistas num sábado pré-eleitoral



Na banca de jornal daqui do bairro hoje vi as capas das revistas semanais que saíram neste fim-de-semana. Umas contra o PT & aliados, outras claramente a favor, e outras contra a oposição ao PT & aliados. E então, cadê a tal da “ditadura monopolista da mídia” que alguns dizem existir por aí???

1 de setembro de 2010

Fichas e cartas marcadas

O ficha limpa está falhando porque nenhuma decisão da justiça brasileira relacionada a punição de endinheirados que podem pagar advogados que entram com recursos consegue ser julgada em definitivo em menos de 4 anos. Que dirá nos poucos meses duma campanha eleitoral.

A justiça no Brasil é rígida e rápida… para colocar na cadeia pobres que pegam bombom em supermercado e para calar a boca de jornalistas.

29 de julho de 2010

Hélio Schwartsman fala sobre a disposição do TSE de calar a boca do CQC

Piada de mau gosto

Desde que, há alguns anos, meus filhos gêmeos David e Ian assumiram o comando do controle remoto da TV, não assisto a canais abertos, mas apenas a comédias idiotas e filmes de ação. Assim, faz bem alguns quinquênios que não vejo o "Casseta & Planeta". O "CQC", então, acho que jamais experimentei. Apesar de minha ignorância na matéria, considero preocupante a notícia que li na Folha de que, em virtude dos excessos regulatórios expelidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), esses programas estão desistindo de fazer piadas com políticos daqui até outubro.

Preocupante, aqui, não é força de expressão. O humor, como procurarei mostrar nesta coluna, desempenha importantes funções sociais. Blindar os poderosos de seus efeitos corrosivos não apenas configura uma atitude ligeiramente fascista como ainda nega os elementos mais básicos da política humana.

(…)

É claro que não é todo dia, observa Pinker, que nós temos de derrubar tiranos e humilhar reis. O mesmo mecanismo, contudo, também serve para diminuir as pretensões de gabolas, valentões, tartufos e, principalmente, políticos. Ao evitar que os candidatos se submetam ao teste do humor, o TSE priva a população da mais efetiva das armas de que ela dispõe para defender-se das maquinações e truques dos políticos e seus marqueteiros. É mais um pequeno desserviço do tribunal à democracia.

27 de abril de 2009

Dilma e o câncer

Pedro Doria faz uma análise do câncer que Dilma Roussef está combatendo e aposta: ela não sairá mais candidata à presidência da república. A partir daí (o que já é uma análise minha), acho que pode acontecer o seguinte: ou o Traso Genro assume o bastão ou Sérgio Cabral, governador do Rio pelo PMDB, se lança candidato com um vice do PT, coisa que o partido, que tem por tradição sempre “sentar na poltrona com janela” sendo a principal cabeça nas grandes disputas eleitorais, custaria a engolir.

Mas tudo é muito cedo ainda. E não me considero assim um grande ganhador de apostas… no passado achei que o Obama ia perder, por exemplo.