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29 de fevereiro de 2012

Vergonha de ser Brasileiro - Parte I

O Brasil criticou nesta segunda-feira, 28, no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) a forma como potências e países árabes têm pressionado o ditador Bashar Assad. Em discurso em Genebra, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) condenou a ideia de armar a oposição síria, bem como iniciativas diplomáticas fora do âmbito da entidade - alfinetada indireta no grupo "Amigos da Síria", formado por americanos, europeus e árabes.

A ministra afirmou que o governo Dilma Rousseff "não aceita" a entrega de armas a rebeldes e pediu que a "política ocupe espaço" na crise, sem indicar como, na prática, isso seria feito.

Ao lado do Brasil, os representantes de Irã, China e Rússia também usaram a plenária do Conselho de Genebra para atacar a pressão sobre Damasco.”

O governo brasileiro registrou sua solidariedade às vítimas, mas subiu o tom contra a estratégia do Ocidente e de alguns países árabes para lidar com a crise.

28 de abril de 2010

2 de setembro de 2009

Petróleo na urna

A precipitação de Lula chega a ser ridícula diante do fato de que não se sabe, com o mínimo de segurança, qual a dimensão da renda petrolífera que se quer, desde já, dividir. A que ponto a província do pré-sal vai elevar as reservas recuperáveis de petróleo do Brasil, hoje em 14 bilhões de barris? A que custo de extração?

Na falta de mapeamento da região de 149 mil km2 (equivalente à área do Ceará), campeia uma incrível dispersão de palpites. De 30 bilhões de barris a 300 bilhões de barris, vai uma diferença oceânica. No primeiro caso, o Brasil apenas administraria pelas próximas décadas a autossuficiência energética já obtida; no outro, seria alçado à condição de potência exportadora.

Em vez de mapear as riquezas antes -até para convencer o público de que seria preciso mudar o modelo-, o governo passou diretamente à fase seguinte. A urgência eleitoral prevaleceu e deu passagem a propostas estatistas de fazer inveja aos “desenvolvimentistas” da ditadura militar.


Mais do editorial da Folha, aqui.

27 de abril de 2009

Dilma e o câncer

Pedro Doria faz uma análise do câncer que Dilma Roussef está combatendo e aposta: ela não sairá mais candidata à presidência da república. A partir daí (o que já é uma análise minha), acho que pode acontecer o seguinte: ou o Traso Genro assume o bastão ou Sérgio Cabral, governador do Rio pelo PMDB, se lança candidato com um vice do PT, coisa que o partido, que tem por tradição sempre “sentar na poltrona com janela” sendo a principal cabeça nas grandes disputas eleitorais, custaria a engolir.

Mas tudo é muito cedo ainda. E não me considero assim um grande ganhador de apostas… no passado achei que o Obama ia perder, por exemplo.