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7 de outubro de 2012

Desde a proclamação da República, apenas 16 prefeitos de São Paulo foram eleitos pelo voto direto

O caminho para o paulistano escolher seu prefeito foi sinuoso e cheio de obstáculos. Desde a República, o paulistano foi às urnas apenas 16 vezes nesses 123 anos. O próprio cargo de prefeito só surgiria dez anos depois da proclamação. Com as Revoluções de 1930, 1932 e o Estado Novo, o paulistano viveria uma abstinência eleitoral de 27 anos. Durante o regime militar, foram mais 20 anos sem voto. Com o fim da ditadura, o eleitor voltou às urnas e a cidade vive o maior período com prefeitos eleitos pelo voto direto.

24 de agosto de 2011

A Renúncia de Jobs

August 24, 2011–To the Apple Board of Directors and the Apple Community:

I have always said if there ever came a day when I could no longer meet my duties and expectations as Apple’s CEO, I would be the first to let you know. Unfortunately, that day has come.

I hereby resign as CEO of Apple. I would like to serve, if the Board sees fit, as Chairman of the Board, director and Apple employee.

As far as my successor goes, I strongly recommend that we execute our succession plan and name Tim Cook as CEO of Apple.

I believe Apple’s brightest and most innovative days are ahead of it. And I look forward to watching and contributing to its success in a new role.

I have made some of the best friends of my life at Apple, and I thank you all for the many years of being able to work alongside you.

2 de maio de 2011

How 'Operation Kill bin Laden' Went Down

Senior Administration officials said they had been monitoring the compound since last August, ever since a courier known to be trusted by bin Laden, as well as the courier's brother, began living there. "Everything we saw — the extremely elaborate operational security, the brothers' background and their behavior, and the location and the design of the compound itself — was perfectly consistent with what our experts expected bin Laden's hideout to look like," one official said early Monday. "Our analysts looked at this from every angle, considering carefully who other than bin Laden could be at the compound. We conducted red team exercises and other forms of alternative analysis to check our work. No other candidate fit the bill as well as bin Laden did."

22 de março de 2011

Hoje, há 200 anos atrás…

…as principais ruas e avenidas de Manhattan foram definidas:

“Described by some historians as the single most important document in New York City’s history, the right-angled layout spurred unimagined development.”

16 de novembro de 2010

Triste (ou: lembre-se disso da próxima vez que for fazer compras no Internacional Shopping de Guarulhos)

O Casarão Saraceni que ficava em meio às árvores frutíferas acabou ilhado ao meio do estacionamento do shopping. Tombado pelo Conselho de Patrimônio Histórico de Guarulhos em 2000, o casarão que ultimamente não estava sendo utilizado, estava em boas condições de conservação e preservação.

Em 2009, o vereador Geraldo Celestino (PSDB) entrou com um pedido de destombamento do imóvel alegando que o patrimônio não possuía nenhum vínculo histórico e arquitetônico. O destombamento foi aprovado pela Câmara de Vereadores e precisava da autorização do Conselho de Patrimônio Histórico.

O mais aterrorizante é que o destombamento foi aprovado pelo Conselho do Patrimônio Histórico tendo como base um parecer técnico de Carlos Augusto Mattei Faggin, professor titular da FAU–USP e conselheiro do CONDEPHAAT. Neste parecer, Faggin afirma que “nada justifica a permanência desta obra. Podemos ficar sem o Casarão que não chega a ser relevante e nada tem de interessante”.

13 de outubro de 2010

Petrobras e PDVSA, um estranho caso de amor

Pode ser o fim melancólico das intenções de negócios comuns que constaram da Aliança Estratégica entre Brasil e Venezuela, estabelecida em fevereiro de 2005, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, contendo um total de 28 acordos.

Privatização

Celso Ming:

Há várias maneiras inadequadas de lidar com o assunto. Uma delas é tratá-la como deformação da doutrina socialista, que batalha pela estatização dos meios de produção e imagina que empresas devam sempre ser estatais.

Outra, derivada da visão sindicalista, é entender que as grandes empresas nacionais devam ser controladas pelo Estado porque, além da estabilidade de emprego, garantiriam benefícios para os funcionários: plano de carreira, boa aposentadoria e certa imunidade aos riscos de lutas reivindicatórias.

A forte presença do Estado na administração econômica é também apoiada por políticos que veem nela a possibilidade de dar emprego para protegidos. Uma deturpação ainda mais perversa é a daqueles que pretendem usar a estrutura das empresas públicas como oportunidade de aparelhamento do Estado para fins variados, todos eles condenáveis: aumentar o jogo do poder, morder contribuições de financiamento de campanha ou, simplesmente, participar de esquemas de corrupção.

11 de outubro de 2010

Adianta votar nulo?

Um passeio pela internet e pelo orkut propicia uma festa de aberrações na forma de campanhas pela anulação. Afirma-se, por exemplo, que os pleitos (para cargos majoritários ou proporcionais) seriam cancelados caso houvesse mais de 50% de votos nulos. Isso é conversa fiada, avisa o TSE. No caso da eleição para deputados federais, estaduais e senadores, pode haver maioria folgada de votos nulos, que, ainda assim, os deputados tomarão posse. Mesmo se tiverem meia dúzia de votos. A Constituição garante que servem somente os votos válidos (excluindo-se os nulos e brancos) e ponto final. Já no caso de presidente e governador, nem o TSE tem certeza do que aconteceria. É que existem duas leis conflitantes sobre o tema. A Constituição, de 1988, reza que valem só os votos válidos. Mas o Código Eleitoral, de 1965, prevê a anulação em caso de mais de 50% de votos nulos numa eleição majoritária. Se isso ocorrer, o impasse deve seguir para julgamento do TSE e depois do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiria ao sabor da pressão política. A democracia no Brasil provavelmente ficaria abalada. A insegurança política resvalaria na economia, com os investidores estrangeiros retirando seus dólares do país.

(…)

Sem se valer de bichos ou candidatos diferentões, o voto nulo perde efeito. “Os corruptos não darão a mínima. Estão blindados por seus partidos”, afirma o cientista político Bolívar Lamounier. Para ele, outro problema da anulação seria como identificar o voto de protesto entre os que vêm de erros durante a votação. Lamounier fez estudos sobre o pleito de 1970, quando houve uma chamada dos estudantes em favor do voto nulo para desafiar a ditadura, e o de 1974, quando as lideranças políticas já punham em dúvida esse expediente. “Conseguimos identificar o protesto em apenas um terço dos votos inutilizados na cédula de papel. O restante era decorrente de erro ou desinformação”, diz. “Hoje, com a urna eletrônica, é impossível saber o que é voto de protesto.”


Mais, aqui.

5 de agosto de 2010

80 anos hoje!

Do site do Estadão:

Hoje, um dos homens mais invejados do mundo — talvez a última pessoa em toda a história, até agora, a ter tido uma experiência absolutamente inédita — completa 80 anos: Neil Armstrong, o primeiro ser humano a pôr os pés em um corpo do Sistema Solar diferente da Terra.

29 de julho de 2010

Hélio Schwartsman fala sobre a disposição do TSE de calar a boca do CQC

Piada de mau gosto

Desde que, há alguns anos, meus filhos gêmeos David e Ian assumiram o comando do controle remoto da TV, não assisto a canais abertos, mas apenas a comédias idiotas e filmes de ação. Assim, faz bem alguns quinquênios que não vejo o "Casseta & Planeta". O "CQC", então, acho que jamais experimentei. Apesar de minha ignorância na matéria, considero preocupante a notícia que li na Folha de que, em virtude dos excessos regulatórios expelidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), esses programas estão desistindo de fazer piadas com políticos daqui até outubro.

Preocupante, aqui, não é força de expressão. O humor, como procurarei mostrar nesta coluna, desempenha importantes funções sociais. Blindar os poderosos de seus efeitos corrosivos não apenas configura uma atitude ligeiramente fascista como ainda nega os elementos mais básicos da política humana.

(…)

É claro que não é todo dia, observa Pinker, que nós temos de derrubar tiranos e humilhar reis. O mesmo mecanismo, contudo, também serve para diminuir as pretensões de gabolas, valentões, tartufos e, principalmente, políticos. Ao evitar que os candidatos se submetam ao teste do humor, o TSE priva a população da mais efetiva das armas de que ela dispõe para defender-se das maquinações e truques dos políticos e seus marqueteiros. É mais um pequeno desserviço do tribunal à democracia.

13 de junho de 2010

Britânico que ganhou R$ 26 milhões na loteria quer voltar a ser lixeiro

Carroll disse à BBC que fez com o dinheiro o que, segundo ele, qualquer garoto de 19 anos faria se ganhasse 9,7 milhões de libras: gastou-o.

Ele afirma que não se arrepende de nada e lembra, como pontos altos da vida de milionário, as viagens, prostitutas e o dinheiro. Entre os pontos baixos está o vício em crack, que ele conta já ter superado.

"Fiz o que fiz, me diverti, tenho duas filhas lindas, não preciso de mais nada."

O ex-milionário diz que quer voltar a ser lixeiro porque foi o "melhor emprego" que ele já teve.

"Trabalhava do lado de fora, me divertia com as pessoas na rua".

Alguém tinha dúvida?

Pakistan's ISI intelligence agency 'supports' Taliban

The report's author spoke to nine Taliban field commanders in Afghanistan earlier this year.

He concludes that Pakistan's relationship with the insturgents runs far deeper than previously realised.

Some of those interviewed suggested that the ISI even attends meetings of the Taliban's supreme council.

12 de junho de 2010

The Rise of State Capitalism

The fall of communism did not mark the final triumph of free-market capitalism because it did not put an end to authoritarian government. The Chinese and Russian governments in particular have learned to compete internationally by embracing market-driven capitalism. But they know that if they leave it entirely to market forces to decide winners and losers from economic growth, they risk enabling those who might use that wealth to challenge their political power. Certain that command economies are doomed to fail but fearful that truly free markets will spin beyond their control, these and other authoritarian governments have invented something new: state capitalism.

Using this system, governments dominate key domestic economic sectors. They use state-owned and politically loyal privately owned companies to intervene in global markets for energy, aviation, shipping, power generation, arms production, telecommunications, metals, minerals, petrochem­icals, and other industries. The oil companies they own now control three quarters of the world's crude-oil reserves. These governments also control enormous investment vehicles known as sovereign wealth funds that have become vitally important sources of capital. In each case, the state is using markets to create wealth that can be directed as political officials see fit. And in each case, the ultimate motive is not economic (maximizing growth) but political (maximizing the state's power and the leadership's chances of survival).

The main characters in this story are the men who rule China, Russia, and the Arab monarchies of the Persian Gulf, but the apparent success of this new model has attracted imitators throughout much of the developing world.

28 de maio de 2010

China

E os sujos segredos do sucesso:

For wages of up to 1,940 yuan per month (€230, or $285), the young man from Henan province spent his 12-hour shifts shoving plastic pieces into a machine that formed casings for Apple computers. Then he went home to sleep with nine colleagues in a room of one of the many dormitory blocks on the factory complex.

(…)

These opportunities for diversion don't change the fact that Foxconn workers have to spend their lives almost entirely on the complex. One cargo truck after another delivers components and carries away finished products. There are no warehouses at Foxconn. Once workers assemble a mobile phone or a laptop, the device goes straight to customers. This flow of products can't slow down. On Foxconn streets, workers are allowed to walk alongside each other only in pairs. If there are three of them, they must form a line.

(…)

The men and women in white uniform coats and bonnets are forbidden from holding personal conversations. This rule is printed on the flip side of their corporate IDs. The only sound is a whistle and hiss from the machines where they push green circuit-boards for laptops or credit-card readers. On eight different conveyor belts, they finish work on eight different products for several different world markets.

19 de maio de 2010

Open Letter to the President of Brazil

Don't misunderstand me. Brazil was already en route to democracy, but you helped give it a final, decisive push.

Something similar was happening in Poland, in South Africa, and in South Korea, where worker-based organizations and independent trade unions that rejected communist and capitalist cruelties were created and helped open the way to the great democratization of the last quarter century.

That is why it is with the most profound sadness that I see you embracing the incarnation of everything that denies human rights, social justice and all the good that liberation trade unions stood for. The picture of you alongside the Iranian tyrant, President Mahmoud Ahminedejad, as if he was the best friend of democratic Brazil, has shocked all democrats around the world.

5 de maio de 2010

São Paulo, Moscou

Trecho desta matéria do site da Radio Free Europe/Radio Liberty:

A chronic dilemma facing Moscow planners and the city's nearly 9 million residents is gridlock. Cars in another chronically clogged city, New York, travel at an average speed of 38 kilometers an hour. In Moscow, the number is just 21, and it's only set to get worse -- Russia's Transportation Ministry predicts the number of cars in Moscow is set to double to 8 million by 2015.

The Genplan includes numerous plans for parking garages and improved traffic flow. But critics like transport expert Mikhail Blinkin say that for now, the city's mania for knocking down buildings and constructing bigger ones in their place outpaces any practical strategy on traffic management, and that there is simply no room for the capital's cars and trucks.

"I'll give you the simplest example. We demolish five-story buildings from the Soviet times and put up a 30-story building in their place. The surrounding transport network, for cars and public transportation, we leave unchanged," Blinkin said.

"I always make this comparison: if we try to pour five liters of water into a three-liter jar, it will overflow. But that's what we do every day."

The Genplan last month prompted a rare confrontation between city officials and the Public Chamber, a state oversight body. City officials walked out of a Public Chamber debate on the Genplan after chamber members attacked the plan.

Speaking at the meeting, Marat Gelman, an influential gallery owner and former assistant director at Russia's Channel One broadcaster, said the plan was motivated by greed and indifference. "For us, Moscow is love," he said. "But for Luzhkov, it's a vegetable plot to harvest from."

26 de janeiro de 2010

E enquanto aqui se fala desses lances de “controle social da mídia”...

...é interessante lembrar dum caso canadense de 1937:

The Accurate News and Information Act was a statute passed by the Legislative Assembly of Alberta, Canada, in 1937, at the instigation of William Aberhart's Social Credit government. It would have required newspapers to print "clarifications" of stories that a committee of Social Credit legislators deemed inaccurate, and to reveal their sources on demand.

The act was a result of the stormy relationship between Aberhart and the press, which dated to before the 1935 election, in the Social Credit League was elected to government. Virtually all of Alberta's newspapers—especially the Calgary Herald—were critical of Social Credit, as were a number of publications from elsewhere in Canada. Even the American media had greeted Aberhart's election with derision.

Though the act won easy passage through the Social Credit-dominated legislature, Lieutenant-Governor of Alberta John C. Bowen reserved royal assent until the Supreme Court of Canada evaluated the act's legality. In 1938's Reference re Alberta Statutes, the court found that it was unconstitutional, and it was never signed into law.

25 de janeiro de 2010

E ainda querem a Venezuela no Mercosul…

Chávez volta a tirar do ar RCTV

O sinal da Rádio Caracas Televisão (RCTV) voltou a desaparecer das telas à zero-hora de domingo. Proibida em maio de 2007 pelo governo venezuelano de Hugo Chávez de continuar usando o sinal aberto, a emissora passou a transmitir sua programação por cabo e manteve boa parte de sua grande audiência. No sábado, porém, desobedeceu a uma ordem do governo para integrar-se a uma cadeia nacional convocada por Chávez para transmitir parte de seu discurso para uma multidão de manifestantes chavistas que lhe demonstravam apoio.

Na semana passada, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) havia determinado que a RCTV e outras emissoras por cabo consideradas "nacionais" deveriam transmitir mensagens do governo. A RCTV recorria da decisão na Justiça e recusou-se a integrar a cadeia no sábado. Foi o pretexto ideal para que, pouco depois, por volta das 21 horas (23h30 de Brasília), o diretor da Conatel e ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello, exigisse das operadoras de TVs por assinatura que tirassem de sua grade os canais que não cumpriam com as normas ditadas pelo órgão. Não mencionou especificamente nenhuma emissora. Além da RCTV, saíram da grade das operadoras os canais American Network, América TV, Ritmo Son, TV Chile e Momentum.

13 de janeiro de 2010

Muito triste isso. :-(

Número de mortos no terremoto do Haiti pode passar de 100 mil, afirma premiê

O premiê do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse nesta quarta-feira (13) à rede CNN que teme que o número de mortos pelo terremoto que atingiu o país na tarde de terça supere 100 mil pessoas. O número equivale a mais de 1% da população do país da América Central.

O Comando do Exército confirmou a morte de 11 militares brasileiros no Haiti, vítimas do tremor de magnitude 7. O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas no país. Outra morte confirmada é a da fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns.

11 de janeiro de 2010

Rock in Rio, o original, 25 anos hoje

Apesar dos percalços, o primeiro Rock in Rio, cuja realização completa 25 anos hoje (ocorreu entre 11 e 20 de janeiro de 1985), reuniu 1.380 milhão de pessoas (quase três vezes o público do festival de Woodstock) em Jacarepaguá, colocando o Brasil definitivamente no mapa geopolítico do rock-n"-roll. Tornou-se um grande (e único) caso de franchising de rock, inspirando outros aventureiros - já se fala em trazer o festival americano Lolapalloza ao Brasil.

"Não era um projeto megalômano. Ele nasceu megalomaníaco porque se você não botasse 1 milhão de pessoas na plateia o festival não se pagava", disse ao Estado na semana passada o publicitário Roberto Medina, criador do festival, que tinha 35 anos na época. Ele lembra que quando procurou o agente da banda inglesa Queen, Jean Beach, foi inicialmente visto como uma piada. "Ele me disse que, se nem os americanos tinham como fazer o que eu pretendia, muito menos um rapaz brasileiro. E me deu uma champanhe como prêmio de consolação."

Mas quando a coisa pegou, o Queen veio. E muito mais: Iron Maiden, AC/DC, Ozzy Osbourne, B-52"s, Scorpions, Nina Hagen, George Benson, James Taylor, Al Jarreau, Gilberto Gil, entre outros. De lá para cá, ele realizou três edições no Brasil (1985, 1991 e 2001), três em Portugal (Lisboa) e uma na Espanha (Madri). Em 1985, naquele ano pioneiro, foram dez dias, 90 horas e 5.400 minutos de música, doideira, lama e excitação. Veio gente do mundo todo.


Nunca mais haverá um festival como aquele Rock in Rio, que eu acompanhei pela TV, boa parte em transmissão ao vivo (bons tempos aqueles em que se transmitiam mega-shows na TV aberta). Não só pelas atrações, estrutura ou qualquer coisa assim, e sim pela época e pelo espírito de euforia que tomava conta do país. A ditadura militar estava acabando, uma nova era de democracia chegando, e tudo culminou quando, bem durante o tempo em que estava acontecendo o festival, Tancredo Neves foi eleito presidente da república pelo colégio eleitoral em Brasília no dia 15 de janeiro de 1985. Uma das coisas que ficaram na minha cabeça deste dia foi quando eu vi na TV o Kid Abelha chegando ao palco do Rock in Rio carregando juntos uma imensa bandeira do Brasil. Era o começo duma nova era, com novas cabeças, nova cultura, novas perspectivas. Claro que mal se sabia que ainda ia se passar por muitos outros perrengues e crises depois daquele momento, mas o que ficou foi aquele instante de esperança, de alegria, de energia nova de um certo renascimento para o Brasil, um reinício para aqueles que foram testemunhas, e agentes, das boas novas daquele período.

Bom, excluindo esse lance sócio político me lembro que achei legal os shows do Queen e do B-52’s…;-)

Ah, e havia aquele anúncio de “Gel New Wave” colorido que sempre passava nos intervalos das transmissões da TV.