21 de outubro de 2002
Pense numa coisa: muito mais pessoas morrem no mundo por conta de projéteis de armas do que de overdose de drogas. Em termos concretos, uma AK-47 tem um poder de letalidade muito maior do que um saco de 1 kg de cocaína ou 100 comprimidos de ecstasy. Então por que será que enfatiza-se tanto o combate ao tráfico de drogas e tão pouco o tráfico de armas de fogo?
“A audácia, no fundo, é nada mais que a manifestação metafísica, ruidosa e absolutamente lúdica da liberdade”
Bernard Tapie
(pescado daqui)
Bernard Tapie
(pescado daqui)
Eleição do Brasil reflete o poder de São Paulo, artigo do New York Times traduzido pelo Estado de S. Paulo que mostra o poder de influência deste estado no Brasil desde o século XIX… e as manobras feitas pelas forças políticas de outros estados para diminui-lo.
Na Folha de hoje:
FOLHATEEN EXPLICA
Era FHC não reduziu o problema social mais grave do Brasil
Diminuição da pobreza não disfarça má distribuição da renda
MARCELO BILLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Com Fernando Henrique Cardoso na Presidência (1995-2002), o Brasil conseguiu reduzir a pobreza. Mas a concentração de renda, problema mais grave do país, não mudou.
A estabilização da moeda não foi suficiente para que o país deixasse de gerar injustiça social, e a economia brasileira concentra nas mãos de 10% da população metade de toda a riqueza produzida no país.
O índice Gini mostra pouca mudança nos últimos dez anos. O indicador -uma das principais ferramentas para medir a desigualdade- vai de 0 (igualdade perfeita) a 1 (maior desigualdade possível).
Em 1990, o índice brasileiro era de 0,62. Em 1993, havia caído para 0,60, permanecendo o mesmo até o ano passado. Apenas três países africanos muito pobres (Serra Leoa, República Centro-Africana e Suazilândia) são mais desiguais que o Brasil.
Para ter idéia do que isso representa, um brasileiro do grupo dos 10% mais ricos ganha, em média, mais de 30 vezes o que recebe outro brasileiro que esteja entre os 10% mais pobres. Essa relação, segundo o Ipea, não tem precedentes no mundo. Em apenas quatro países, incluindo o Brasil, ela é maior do que 20 vezes, e só no nosso país ela ultrapassa as 30 vezes.
Ainda segundo o Ipea, apenas um terço da população mundial vive em países com renda per capita maior do que a do Brasil. Mais: 64% dos países para os quais há estatísticas têm renda per capita menor do que a brasileira. E, em praticamente todos, a concentração de renda é menor do que a do Brasil.
Se, por um lado, o problema da má distribuição de renda persiste, por outro, os níveis de pobreza diminuíram nas duas gestões de FHC. A economia estabilizada tirou da miséria cerca de 10 milhões de brasileiros que, em 1994, não ganhavam nem o suficiente para comprar itens mais básicos de sobrevivência.
Mas a redução da pobreza foi quase um efeito colateral do Plano Real, cujo objetivo era controlar a escalada da inflação.
O primeiro efeito positivo da estabilização ocorreu entre 1993 e 1995, de acordo com o Ipea. Os brasileiros que estavam entre os 10% mais pobres da população viram a sua renda dobrar, pois os salários deixaram de ser corroídos pela alta frequente de preços.
Depois, em 1995, o aumento do salário mínimo para R$ 100 ajudou ainda mais no resgate de miseráveis. Na época, essa alta foi de cerca de 40%, generalizada para todos os pensionistas da Previdência, o que fez aumentar também os salários da economia informal.
O resultado foi que a proporção de pobres caiu de 41,7% da população em 1993 para 33,5% em 1999, último ano para o qual o IBGE tem dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
FOLHATEEN EXPLICA
Era FHC não reduziu o problema social mais grave do Brasil
Diminuição da pobreza não disfarça má distribuição da renda
MARCELO BILLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Com Fernando Henrique Cardoso na Presidência (1995-2002), o Brasil conseguiu reduzir a pobreza. Mas a concentração de renda, problema mais grave do país, não mudou.
A estabilização da moeda não foi suficiente para que o país deixasse de gerar injustiça social, e a economia brasileira concentra nas mãos de 10% da população metade de toda a riqueza produzida no país.
O índice Gini mostra pouca mudança nos últimos dez anos. O indicador -uma das principais ferramentas para medir a desigualdade- vai de 0 (igualdade perfeita) a 1 (maior desigualdade possível).
Em 1990, o índice brasileiro era de 0,62. Em 1993, havia caído para 0,60, permanecendo o mesmo até o ano passado. Apenas três países africanos muito pobres (Serra Leoa, República Centro-Africana e Suazilândia) são mais desiguais que o Brasil.
Para ter idéia do que isso representa, um brasileiro do grupo dos 10% mais ricos ganha, em média, mais de 30 vezes o que recebe outro brasileiro que esteja entre os 10% mais pobres. Essa relação, segundo o Ipea, não tem precedentes no mundo. Em apenas quatro países, incluindo o Brasil, ela é maior do que 20 vezes, e só no nosso país ela ultrapassa as 30 vezes.
Ainda segundo o Ipea, apenas um terço da população mundial vive em países com renda per capita maior do que a do Brasil. Mais: 64% dos países para os quais há estatísticas têm renda per capita menor do que a brasileira. E, em praticamente todos, a concentração de renda é menor do que a do Brasil.
Se, por um lado, o problema da má distribuição de renda persiste, por outro, os níveis de pobreza diminuíram nas duas gestões de FHC. A economia estabilizada tirou da miséria cerca de 10 milhões de brasileiros que, em 1994, não ganhavam nem o suficiente para comprar itens mais básicos de sobrevivência.
Mas a redução da pobreza foi quase um efeito colateral do Plano Real, cujo objetivo era controlar a escalada da inflação.
O primeiro efeito positivo da estabilização ocorreu entre 1993 e 1995, de acordo com o Ipea. Os brasileiros que estavam entre os 10% mais pobres da população viram a sua renda dobrar, pois os salários deixaram de ser corroídos pela alta frequente de preços.
Depois, em 1995, o aumento do salário mínimo para R$ 100 ajudou ainda mais no resgate de miseráveis. Na época, essa alta foi de cerca de 40%, generalizada para todos os pensionistas da Previdência, o que fez aumentar também os salários da economia informal.
O resultado foi que a proporção de pobres caiu de 41,7% da população em 1993 para 33,5% em 1999, último ano para o qual o IBGE tem dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
Para ler e pensar sobre o assunto: Freddy Bilyk escreveu um post relembrando a polêmica matéria que foi publicada no Economist em 1999 a respeito da relação que haveria entre a legalização do aborto em estados dos EUA e a redução da criminalidade que ocorreu neles 25 anos depois.
Update (29/10/2002): Para quem quiser ler, coloquei uma cópia da matéria original citada acima em meu espaço no servidor do ABAV.
Update (29/10/2002): Para quem quiser ler, coloquei uma cópia da matéria original citada acima em meu espaço no servidor do ABAV.
Os incautos que leram as notícias recentes a respeito da derrota do DinoQuérica nas urnas pode estar achando que o sujeito está em maus lençóis. Pode ter certeza que não. Digamos que os anos de carreira política proporcionaram, digamos assim, uma sorte danada a ele…
Eu não imaginava que depois de todos esses anos houvesse ainda tanta celeuma e tanto medo (mal disfarçado nos olhares aflitos e análises ultra-pessimistas de “formadores de opinião” por aí) de uma vitoria do PT nas eleições presidenciais. Ainda hoje boa parte da “inteligentsia” e da elite econômica brasileira ainda hoje quer convencer as pessoas de que com a chegada de Lula ao Planalto a hecatombe virá.
20 de outubro de 2002
40 anos da crise dos mísseis.
(e a coisa não desandou para uma guerra sem precedentes por pouco, muito pouco).
(e a coisa não desandou para uma guerra sem precedentes por pouco, muito pouco).
19 de outubro de 2002
18 de outubro de 2002
17 de outubro de 2002
Gilberto Dimenstein, em uma declaração na Rádio CBN hoje pela manhã, falou a respeito do episódio Regina Duarte com uma candura incrível. Disse ele que “ela é uma artista consciente, que tem o direito de externar sua opinião e seus medos, que são legítimos.”
Será que se aparecesse no programa do PT um artista metendo o sarrafo no governo FHC ele teria sido tão bonzinho em suas considerações?
Será que se aparecesse no programa do PT um artista metendo o sarrafo no governo FHC ele teria sido tão bonzinho em suas considerações?
16 de outubro de 2002
Do DBTH:
CNN.com.br - O moderno CD pode estar com os dias contados
O som do DVD-Audio é comparável ao dos SACDs e o formato oferece bônus semelhantes aos dos DVDs de vídeo.
Os ouvintes poderão assistir a vídeos, por exemplo, ou cantar acompanhando as letras das canções, que aparecem na tela da tevê.
Outro bônus que interessa aos fabricantes e vendedores, empenhados no combate à pirataria, é que a relativa complexidade dos DVD-Audios e dos SACDs torna-os muito mais difíceis de serem copiados. Ao mesmo tempo, isso pode afastar alguns consumidores.
“Ambos têm marca d’água, o que significa que as gravadoras podem controlar a forma como o disco é usado”, explica Iverson.
Reparou bem? As gravadoras podem controlar a forma como o disco é usado. Sim, eles podem impedir que você faça uma cópia do disco para colocar as músicas no teu MP3 player portátil. Sim, eles podem decidir se você vai poder usar o seu computador para ouvir música. Sim, eles podem tudo isso.
Daí vem a questão: vale a pena ter uma qualidade de som maior quando você sabe que a sua liberdade está sendo subtraída?
CNN.com.br - O moderno CD pode estar com os dias contados
O som do DVD-Audio é comparável ao dos SACDs e o formato oferece bônus semelhantes aos dos DVDs de vídeo.
Os ouvintes poderão assistir a vídeos, por exemplo, ou cantar acompanhando as letras das canções, que aparecem na tela da tevê.
Outro bônus que interessa aos fabricantes e vendedores, empenhados no combate à pirataria, é que a relativa complexidade dos DVD-Audios e dos SACDs torna-os muito mais difíceis de serem copiados. Ao mesmo tempo, isso pode afastar alguns consumidores.
“Ambos têm marca d’água, o que significa que as gravadoras podem controlar a forma como o disco é usado”, explica Iverson.
Reparou bem? As gravadoras podem controlar a forma como o disco é usado. Sim, eles podem impedir que você faça uma cópia do disco para colocar as músicas no teu MP3 player portátil. Sim, eles podem decidir se você vai poder usar o seu computador para ouvir música. Sim, eles podem tudo isso.
Daí vem a questão: vale a pena ter uma qualidade de som maior quando você sabe que a sua liberdade está sendo subtraída?
Do NoMinimo Weblog:
O espaço soviético
15.Out.2002 | Correm lendas a olhos vistos a respeito das missões espaciais soviéticas. Acobertada pela cortina de ferro, o disse-me-disse foi abafado e deturpado, fica difícil saber quais foram os acidentes. Mas desde a Glasnost alguns detalhes vieram à tona permitindo a recostura da história. É terror puro.
Um dos casos mais contundentes diz respeito aos cosmonautas que tentaram romper a atmosfera antes de Yuri Gagarin. Segundo o diário russo Pravda, foram três, em seqüência, nos anos 1957, 58 e 59. Morreram todos – e suas tragédias só foram confirmadas no ano passado. Nenhum foi treinado para o tipo de missão que enfrentou.
O mais trágico veio em 1960 quando um cosmonauta desconhecido virou prisioneiro de sua nave em órbita sem poder jamais voltar. Gritou por socorro pelo rádio até a morte. Em 1961, duas outras missões, a primeira com um homem, a outra com vários, também perderam-se no espaço.
Em 1967 mais uma casualidade quando morreu ao tentar reentrar na Terra um outro cosmonauta. Também na reentrada perderam suas vidas os três tripulantes da nave Soyuz 11, em 1971. Foram encontrados mortos, a falha provavelmente algum problema de pressurização da câmara onde estavam.
Os historiadores que se dedicam a compreender o programa espacial russo enfrentam profundas dificuldades para coletar informação. Um dos métodos é procurar, através das fotografias do tempo, identificar os pilotos-alunos da Academia Espacial e traçar suas histórias. Muitas fotos, no entanto, encontram-se adulteradas, os rostos apagados.
Nem todos morreram no espaço. Alguns foram eliminados ou sumidos. Um dos especialistas no assunto é o jornalista James Oberg, que deixou na web um longo artigo sobre o assunto.
> Dead cosmonauts, James Oberg
http://home.attbi.com/~rusaerog/dead_cosmonauts.html
> Gagarin was not the first cosmonaut
http://english.pravda.ru/main/2001/04/12/3502.html
> Space accidents: lesson learnt
http://www.isamindia.org/essays/cme_accident.shtml
O espaço soviético
15.Out.2002 | Correm lendas a olhos vistos a respeito das missões espaciais soviéticas. Acobertada pela cortina de ferro, o disse-me-disse foi abafado e deturpado, fica difícil saber quais foram os acidentes. Mas desde a Glasnost alguns detalhes vieram à tona permitindo a recostura da história. É terror puro.
Um dos casos mais contundentes diz respeito aos cosmonautas que tentaram romper a atmosfera antes de Yuri Gagarin. Segundo o diário russo Pravda, foram três, em seqüência, nos anos 1957, 58 e 59. Morreram todos – e suas tragédias só foram confirmadas no ano passado. Nenhum foi treinado para o tipo de missão que enfrentou.
O mais trágico veio em 1960 quando um cosmonauta desconhecido virou prisioneiro de sua nave em órbita sem poder jamais voltar. Gritou por socorro pelo rádio até a morte. Em 1961, duas outras missões, a primeira com um homem, a outra com vários, também perderam-se no espaço.
Em 1967 mais uma casualidade quando morreu ao tentar reentrar na Terra um outro cosmonauta. Também na reentrada perderam suas vidas os três tripulantes da nave Soyuz 11, em 1971. Foram encontrados mortos, a falha provavelmente algum problema de pressurização da câmara onde estavam.
Os historiadores que se dedicam a compreender o programa espacial russo enfrentam profundas dificuldades para coletar informação. Um dos métodos é procurar, através das fotografias do tempo, identificar os pilotos-alunos da Academia Espacial e traçar suas histórias. Muitas fotos, no entanto, encontram-se adulteradas, os rostos apagados.
Nem todos morreram no espaço. Alguns foram eliminados ou sumidos. Um dos especialistas no assunto é o jornalista James Oberg, que deixou na web um longo artigo sobre o assunto.
> Dead cosmonauts, James Oberg
http://home.attbi.com/~rusaerog/dead_cosmonauts.html
> Gagarin was not the first cosmonaut
http://english.pravda.ru/main/2001/04/12/3502.html
> Space accidents: lesson learnt
http://www.isamindia.org/essays/cme_accident.shtml
15 de outubro de 2002
Apenas para complementar o que erscrevi no posta anterior, quero dizer que:
A volta do estado da Guanabara ao meu ver é um contrasenso, uma vez que a função de existir da cidade-estado do Rio de Janeiro era de servir como capital do Brasil. Uma vez que essa função foi transferida para Brasília, nada mais lógico do que unificar esta cidade ao estado que tem o nome dela.
E eu até acho legítimo o debate em torno da idéia do voto distrital (embora aspectos político-sociais relacionados à distribuição da população nos estados e também aspectos logístiocos relacionados à regionalização de campanhas possam tornar esse sistema algo não muito viável), mas é muito perigoso se discutir uma reforma tão séria como essa no calor das reações à eleição de deputados com quantidades ínfimas de votos.
A volta do estado da Guanabara ao meu ver é um contrasenso, uma vez que a função de existir da cidade-estado do Rio de Janeiro era de servir como capital do Brasil. Uma vez que essa função foi transferida para Brasília, nada mais lógico do que unificar esta cidade ao estado que tem o nome dela.
E eu até acho legítimo o debate em torno da idéia do voto distrital (embora aspectos político-sociais relacionados à distribuição da população nos estados e também aspectos logístiocos relacionados à regionalização de campanhas possam tornar esse sistema algo não muito viável), mas é muito perigoso se discutir uma reforma tão séria como essa no calor das reações à eleição de deputados com quantidades ínfimas de votos.
Diante da eleição de Rosinha Garotinho para o governo do estado do Rio de Janeiro, já aparece um movimento de recriação da cidade-estado da Guanabara, que em linhas gerais parece justificar a campanha dizendo que os “cariocas” são mais intelectualizados e “in” que os reles “fluminenses”, que tiveram a “mau-gosto” de eleger uma populista.
Vale lembrar que Rosinha foi a mais votada na capital também, mas daí os defensores da recriação da Guanabara dizem que se ela concorresse na cidade-estado “haveria um acirrado segundo turno, e daí quem sabe…”
Diante da eleição do Cacareco-que-era-sem-nunca-ter-sido Enéas Carneiro, com o consequente arrasto de seus companheiros desconhecidos do PRONA para o congresso nacional, já há um monte de gente por aí querendo acabar com o voto proporcional e propor um sistema distrital.
Isso para mim são duas manifestações típicas do casuísmo brasileiro, aquela cultura de se alterar a lei e/ou o que está estabelecido de acordo com as conveniências não se pensando nas consequências na mudança a longo e médio prazo, apenas nos seus efeitos imediatos mediante uma situação presente.
Será que só descobriram agora que foi a ditadura militar que fundiu Guanabara e Rio de Janeiro? Será que só agora descobriram que há desvantagens no sistema proporcional? Claro que não. E o mais incrível da história é que há um desejo não-declarado de que as mudanças tenham efeito retroativo, quer dizer, na cabeças de algumas pessoas o ideal mesmo seria que a recriação da Guanabara já tirasse a cidade maravilhosa das mãos da Rosinha, e que a implantaçào do voto distrital impedisse a posse dos deputados beneficiados pela popularidade do Enéas.
E infelizmente temos vários exemplos desse tipo de atitude no Brasil, como a implantação do parlamentarismo para posterior retorno ao presidencialismo no governo João Goulart nos anos 1960, e o pacote de abril, que permitiu nos anos 1970 ao ditador Ernesto Geisel obter maioria no congresso medidante a nomeção de senadores e deputados não-eleitos para o congresso, os infames “biônicos”.
Vale lembrar que Rosinha foi a mais votada na capital também, mas daí os defensores da recriação da Guanabara dizem que se ela concorresse na cidade-estado “haveria um acirrado segundo turno, e daí quem sabe…”
Diante da eleição do Cacareco-que-era-sem-nunca-ter-sido Enéas Carneiro, com o consequente arrasto de seus companheiros desconhecidos do PRONA para o congresso nacional, já há um monte de gente por aí querendo acabar com o voto proporcional e propor um sistema distrital.
Isso para mim são duas manifestações típicas do casuísmo brasileiro, aquela cultura de se alterar a lei e/ou o que está estabelecido de acordo com as conveniências não se pensando nas consequências na mudança a longo e médio prazo, apenas nos seus efeitos imediatos mediante uma situação presente.
Será que só descobriram agora que foi a ditadura militar que fundiu Guanabara e Rio de Janeiro? Será que só agora descobriram que há desvantagens no sistema proporcional? Claro que não. E o mais incrível da história é que há um desejo não-declarado de que as mudanças tenham efeito retroativo, quer dizer, na cabeças de algumas pessoas o ideal mesmo seria que a recriação da Guanabara já tirasse a cidade maravilhosa das mãos da Rosinha, e que a implantaçào do voto distrital impedisse a posse dos deputados beneficiados pela popularidade do Enéas.
E infelizmente temos vários exemplos desse tipo de atitude no Brasil, como a implantação do parlamentarismo para posterior retorno ao presidencialismo no governo João Goulart nos anos 1960, e o pacote de abril, que permitiu nos anos 1970 ao ditador Ernesto Geisel obter maioria no congresso medidante a nomeção de senadores e deputados não-eleitos para o congresso, os infames “biônicos”.
No carro, ontem:
M: Não é possível. Pensando bem… EU NÃO TENHO 28 ANOS! ISSO NÃO É POSSÍVEL!
M: E você… não pode ser que você tenha 30 anos! Não pode ser…
A: Ah, é verdade… como pode, né?
M: O fato é que não me sinto com essa idade.
A: Ah, eu também não me sinto…
M: Caramba, quanto tempo já se passou.
A: Acho que o ideal é não prestar tanta atenção na passagem do tempo, porque se não você pira.
A: E tem uma coisa: se a pessoa aproveita bem os anos de vida que ela teve, mais pra frente não vai se sentir frustada pela idade nem arrependida pelas coisas que não fez.
M: É (suspiro reflexivo)…
M: Não é possível. Pensando bem… EU NÃO TENHO 28 ANOS! ISSO NÃO É POSSÍVEL!
M: E você… não pode ser que você tenha 30 anos! Não pode ser…
A: Ah, é verdade… como pode, né?
M: O fato é que não me sinto com essa idade.
A: Ah, eu também não me sinto…
M: Caramba, quanto tempo já se passou.
A: Acho que o ideal é não prestar tanta atenção na passagem do tempo, porque se não você pira.
A: E tem uma coisa: se a pessoa aproveita bem os anos de vida que ela teve, mais pra frente não vai se sentir frustada pela idade nem arrependida pelas coisas que não fez.
M: É (suspiro reflexivo)…
Já morei numa casa que tinha um gigantesco pé-de-café e outro impressionante pé-de-maracujá roxo (aliás… acho que nunca mais vi essa fruta por aí), entre 1979 e 1980. Me lembro que ao cair das tardes de primavera e verão, o barulho das cigarras era imenso, só que eu nunca conseguia identificar de onde as cigarras cantavam.
13 de outubro de 2002
Você sabia que quase a metade da população do Morumbi, um dos bairros mais ricos do Brasil, é de favelados?
Estes textos do JT dá uma idéia de como são os contrastes de um lado e de outro.
Fico pensando como uma família rica pode pagar 300 reais mensais para uma empregada, mesmo sabendo que com esse dinheiro simplesmente um trabalhador não consegue viver com dignidade. Aposto que os filhos desses mesmos patrões recebem muito mais que isso por semana para fazer compras no shopping.
Estes textos do JT dá uma idéia de como são os contrastes de um lado e de outro.
Fico pensando como uma família rica pode pagar 300 reais mensais para uma empregada, mesmo sabendo que com esse dinheiro simplesmente um trabalhador não consegue viver com dignidade. Aposto que os filhos desses mesmos patrões recebem muito mais que isso por semana para fazer compras no shopping.
Segundo meus cálculos baseados na pesquisa Datafolha, para que Serra alcançasse Lula até o dia do segundo turno das eleições seria necessário que a diferença entre os dois caísse ao ritmo médio de aproximadamente 1,85% por dia, a partir de hoje.

Mundo cão na hora da Ave Maria, texto sobre as baixarias dos programas da TV aberta ao cair da tarde.
Já tinha visto uns lances esquisitos na coluna “Usuário.com” outras vezes, mas este texto sobre SPAM me chamou atenção. Isso porque ele faz uma análise no mínimo dúbia em relação a essa praga da Internet, algo do tipo “tudo bem, SPAM é chato e incomoda… mas ele não é eficiente no final das contas? Aliás, parece que tem um monte de gente aderindo”.
E para justificar essa posição ele linka outro texto (muito mal-escrito, pelo jeito) que à primeira vista parece defender o SPAM, mas ao mesmo tempo também cita no meio dele que “Cerca de 95% das empresas ouvidas, porém, consideram ‘essencial’, ‘muito’ ou ‘totalmente’ importante obter a permissão dos usuários para enviar os e-mails comerciais.”
Abram seus olhos, please…
E para justificar essa posição ele linka outro texto (muito mal-escrito, pelo jeito) que à primeira vista parece defender o SPAM, mas ao mesmo tempo também cita no meio dele que “Cerca de 95% das empresas ouvidas, porém, consideram ‘essencial’, ‘muito’ ou ‘totalmente’ importante obter a permissão dos usuários para enviar os e-mails comerciais.”
Abram seus olhos, please…
Momento ego descontrol: descobri que quando se faz uma busca por “marcelus” no Google o link para meu blog aparece em primeiro lugar…:-)
Eu acho incoerente o pessoal escrever comentários em posts do tipo “ei, por favor, visite meu blog, que é…”. Primeiro lugar porque o comentário não diz nada em relação ao assunto do post, e segundo e principal porque em praticamente todos os sistemas de comentários existe o campo para a comentador preencher com seu blog ou site, de forma que quando o comentário é postado ele já conterá próximo a ele o link para o tal site ou blog. Então para quê reiterar?
Há memórias ruins na vida que você faz de tudo para esquecer, mas não consegue. Algumas vezes trata-se de um fato bobo, um pequeno incidente na infância ou adolescência, mas que acabou ficando marcado na sua cabeça para sempre.
Quando você está sozinho pensando nisso até tenta relevar, dizendo-se “isso foi apenas um fato banal, foi ruim, mas para que se lembrar dissom depois de tantos anos? bola pra frente!”. Mas o fato do passado continua lá, imóvel, sólido, perene.
Quando você está sozinho pensando nisso até tenta relevar, dizendo-se “isso foi apenas um fato banal, foi ruim, mas para que se lembrar dissom depois de tantos anos? bola pra frente!”. Mas o fato do passado continua lá, imóvel, sólido, perene.
Finalmente, depois de reconfigurar meu painel de controle TCP/IP, consegui acessar o Cocadaboa novamente. E descobri que eles tiveram que mudar o logo (e por consequência parar a venda das camisetas que promoviam o site) devido a uma ação de advogados da Coca-Cola.
O que eu acho estranho é que já vi por aí várias camisetas com estampas que propositalmente se assemelham à logomarca da Coca-Cola, inclusive algumas feitas por grifes nacionais de peso, como a Cavalera. E não me consta que a Coca-Cola tenha encrespado em relação a elas.
O que eu acho estranho é que já vi por aí várias camisetas com estampas que propositalmente se assemelham à logomarca da Coca-Cola, inclusive algumas feitas por grifes nacionais de peso, como a Cavalera. E não me consta que a Coca-Cola tenha encrespado em relação a elas.
Essa eu vi no NoMinimo Weblog: iluminent/weblog, um blog estrangeiro que mistura comentários sobre Mac e fotos de mulheres sexy. Não sei, mas isso me lembrou uns blogs que eu vejo por aí…:-)
12 de outubro de 2002
E eu fui na festa da Macmania 100 nesta quinta. Estavam lá todo o conhecido staff da revista, o Heinar (e sua esposa, Lu3), o Tony de Marco, Mario AV, Jean Boëchat, Tom-B, e duas modelos que já foram capa da revista também: a desencanda Ana Maria Zaluscki e a Paola Oliveira, que deu uma passada rápida por lá. Minha amiga Patricia estava também, e aproveitou para tirar umas fotinhos…
A big band Nikita tocou no início da noite sons dançantes em estilo anos 40/50, e que tinha como um dos integrantes o guitarrista Paco Garcia, do Los Pirata.
Bom, eu não cheguei a ganhar a passagem para a Europa, mas pelo menos garanti um bonezinho preto da Apple, hehehe… e mais adiante na madrugada aconteceram as apresentações sonoro-coreográficas-marciais de Mario AV e Tom-B com seus respectivos didgeridoos…:-)
A big band Nikita tocou no início da noite sons dançantes em estilo anos 40/50, e que tinha como um dos integrantes o guitarrista Paco Garcia, do Los Pirata.
Bom, eu não cheguei a ganhar a passagem para a Europa, mas pelo menos garanti um bonezinho preto da Apple, hehehe… e mais adiante na madrugada aconteceram as apresentações sonoro-coreográficas-marciais de Mario AV e Tom-B com seus respectivos didgeridoos…:-)
10 de outubro de 2002
“Esta eleição tem sido decididamente emocionante. Para o Executivo federal, que é o cargo mais cobiçado do país, depois de muitas subidas e descidas _todos se lembram das ondas Roseana e Ciro, que pareciam irresistíveis_ teremos um segundo turno entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e José Serra, do PSDB. Se eleição fosse o resultado de cálculos racionais, poderíamos esperar uma vitória folgada de Lula. Não procede a comparação do segundo turno a uma nova partida na qual os dois times saem do 0 a 0. Uma analogia mais precisa é com uma prorrogação cujo resultado parcial é 46 a 23 e ganha o jogo quem passa os 50.”
Hélio Schwartsman
Hélio Schwartsman
9 de outubro de 2002
Para: feedbacklar@exchange.ml.com
Assunto: Mexam com a avaliação dos bônus das suas mães
Caros especuladores,
Minha recomendação para vocês, da mesma forma que vocês recomendam e desrecomendam as coisas brasileiras, é que vocês só elevem ou abaixem a avaliação refente as mães de vocês.
Nós aqui nada temos a ver com o que vocês acham dos bônus brasileiros para "marketweight". Por isso, vão tratar de avaliar os bônus das respectivas senhoras suas mães.
Seja quem vencer as eleições, vão especular na puta que pariu. O presidente não pode servir de bode expiatório para vocês encherem o rabo de dinheiro. Por isso, deixe o Brasil com as coisas do Brasil.
E vão se fuderem.
Atenciosamente,
Rafael Spoladore.
Assunto: Mexam com a avaliação dos bônus das suas mães
Caros especuladores,
Minha recomendação para vocês, da mesma forma que vocês recomendam e desrecomendam as coisas brasileiras, é que vocês só elevem ou abaixem a avaliação refente as mães de vocês.
Nós aqui nada temos a ver com o que vocês acham dos bônus brasileiros para "marketweight". Por isso, vão tratar de avaliar os bônus das respectivas senhoras suas mães.
Seja quem vencer as eleições, vão especular na puta que pariu. O presidente não pode servir de bode expiatório para vocês encherem o rabo de dinheiro. Por isso, deixe o Brasil com as coisas do Brasil.
E vão se fuderem.
Atenciosamente,
Rafael Spoladore.
Lendo um artigo em NoMininmo, fiquei sabendo que uma das primeiras providências de Rosinha Garotinho no comando do estado do Rio será simplesmente a desativação do recém-implantado sistema de segurança por dirigível. E que por trás dessa atitude se escondem os maus hábitos tradicionais da política brasileira.
E eis o set que eu toquei sexta passada no Plastic Fantastic:
Aphaville - Elevator ’99
The Faint - Agenda Suicide
Duran Duran - Planet Earth
The Human League - The Lebanon
Depeche Mode - World In My Eyes
Miss Kittin & The Hacker - Frank Sinatra
Ladytron - Commodore Rock
Felix da Housecat - Madame Hollywood
Kim Wilde - Kids In America
Devo - That’s Good
Depeche Mode - Tora! Tora! Tora!
Blondie - Call Me (en español)
Talk Talk - It’s My Life
Murphy Head - One Night In Bangkog
Pet Shop Boys - Heart
Cyndi Lauper - She Bop
The B-52’s - Private Idaho
Aphaville - Elevator ’99
The Faint - Agenda Suicide
Duran Duran - Planet Earth
The Human League - The Lebanon
Depeche Mode - World In My Eyes
Miss Kittin & The Hacker - Frank Sinatra
Ladytron - Commodore Rock
Felix da Housecat - Madame Hollywood
Kim Wilde - Kids In America
Devo - That’s Good
Depeche Mode - Tora! Tora! Tora!
Blondie - Call Me (en español)
Talk Talk - It’s My Life
Murphy Head - One Night In Bangkog
Pet Shop Boys - Heart
Cyndi Lauper - She Bop
The B-52’s - Private Idaho
Uma pesquisa entre norte-americanos mostram que eles acreditam que há mais chances de se encontrar parceiros na web do que em bares com solteiros disponíveis.
Mmmm, sei não…
Mmmm, sei não…
Saiba aqui sobre como funcionava o primeiro sistema operacional do primeiro Macintosh fabricado pela Apple.
Cadê o Cocadaboa?
Update (10/10/2002): Pelo o que o Rafa me esclareceu num e-mail hoje, o que está rolando é que por estranhos motivos o pessoal da Telefonica fez uma reconfiguração dos servidores deles de tal forma que simplesmente o IP do www.cocadaboa.com não é mais aceito. Pelo jeito, a solução é ir até o painel de controle TCP/IP e substituir o número de DNS da Telefonica pelo DNS que o provedor que o assinante usa. Estranho isso, né?
Update (10/10/2002): Pelo o que o Rafa me esclareceu num e-mail hoje, o que está rolando é que por estranhos motivos o pessoal da Telefonica fez uma reconfiguração dos servidores deles de tal forma que simplesmente o IP do www.cocadaboa.com não é mais aceito. Pelo jeito, a solução é ir até o painel de controle TCP/IP e substituir o número de DNS da Telefonica pelo DNS que o provedor que o assinante usa. Estranho isso, né?
8 de outubro de 2002
Esssa eu vi no blog da Adriana Spaca: dêem uma olhadinha em como eram Rosinha e Anthony Garotinho antes da fama.
7 de outubro de 2002
6 de outubro de 2002
Sabe a fila monstruosa que eu tentei evitar hoje pela manhã? Pois bem, no final da tarde ela estava umas duas vezes maior. Sob um calor implacável, demorei duas horas para votar na minha seção eleitoral. E além disso a urna eletrônica da seção onde minha irmã votava quebrou e teve que ser substituída. E tive que esperar ela votar, algo que só aconteceu por volta das 18:00h.
Mas no final, deu tudo certo, e uma pizza margheritta acompanha com cerveja quando cheguei em casa me fez esquecer esses aborrecimentos.
Mas no final, deu tudo certo, e uma pizza margheritta acompanha com cerveja quando cheguei em casa me fez esquecer esses aborrecimentos.
5 de outubro de 2002
Fui ontem lá no Plastic Fantastic discotecar. Estava um tanto nervoso, mas no fim saiu tudo bem, a não ser por um paus de CD-R quando ia tocar Tears for Fears e Blondie…
Mas anyway, foi legal ver o Marcio Custodio depois de um certo tempo, e depois conferir ele tocando, com o bom-gosto característico dele. Estão com ele os papéis onde eu anotei as músicas que toquei nesta noite, e acho que no início da semana que vem ela já vai estar disponível para eu colocar aqui no blog.
Mas anyway, foi legal ver o Marcio Custodio depois de um certo tempo, e depois conferir ele tocando, com o bom-gosto característico dele. Estão com ele os papéis onde eu anotei as músicas que toquei nesta noite, e acho que no início da semana que vem ela já vai estar disponível para eu colocar aqui no blog.
4 de outubro de 2002
Ah, e nesta sexta eu tocarei um set de músicas na noite dos anos 80 do Plastic Fantastic. Se quiser, apareça por lá!
Um teste muito bom que achei no blog do Cris Dias: Political Compass, ou seja, uma bússola política que indica através do gráfico resultante do teste que você faz até que ponto vai seu nível de esquerdismo/direitismo e de libertarismo/autoritarismo.
O resultado refletiu com boa precisão a idéia que eu próprio fazia sobre meus posicionamentos políticos.
O resultado refletiu com boa precisão a idéia que eu próprio fazia sobre meus posicionamentos políticos.
Eu não sei se minha atitude foi correta, mas não me interessei em assisitir o debate dos presidenciáveis hoje na TV. Só vi alguns curtos trechos.
Na verdade, já me defini por votar no Lula já faz um bom tempo, e ao meu ver debates como esse, apesar de mostrar idéias e propostas aqui ou ali, são na verdade um jogo de dissimulações e estratégias de “combate” entre os candidatos, para ver quem fica melhor na fita.
Não me interessou, no geral. Acho que nas páginas de política que são publicadas no dia-a-dia, tanto em período eleitoral como não, é possível achar muito mais fatos concretos sobre os candidatos do que em declarações de efeito, réplicas e tréplicas orquestradas por trás por marqueteiros muito bem-pagos.
Na verdade, já me defini por votar no Lula já faz um bom tempo, e ao meu ver debates como esse, apesar de mostrar idéias e propostas aqui ou ali, são na verdade um jogo de dissimulações e estratégias de “combate” entre os candidatos, para ver quem fica melhor na fita.
Não me interessou, no geral. Acho que nas páginas de política que são publicadas no dia-a-dia, tanto em período eleitoral como não, é possível achar muito mais fatos concretos sobre os candidatos do que em declarações de efeito, réplicas e tréplicas orquestradas por trás por marqueteiros muito bem-pagos.
2 de outubro de 2002
10 anos do massacre do Carandiru.
O curioso é ver nesta matéria que a maioria dos comandantes envolvidos na operação de extermínio não foram punidos, e sim promovidos. É de se perguntar que tipo de valores guiam a cúpula da nossa polícia, que sempre vem candidamente à TV para dizer que e volência praticada pelos componentes da corporação não passam de “excessos” e “casos isolados” e que o objetivo da polícia é sempre cumprir as leis estabelecidas.
Mais curioso ainda é o argumento do advogado dos policiais envolvidos no massacre, Antonio Cândido Dinamarco, segundo o qual nenhum dos policiais deve ser punido porque estava “cumprindo seu dever”. E desde quando assassinar a rajadas de metralhadora gente encarcerada e desarmada é dever? Isso me faz lembrar que essa argumentação também foi usada algumas vezes por advogados de nazistas na Europa para tentar livrá-los da prisão ou da forca. Não foram bem-sucedidos em sua esmagadora maioria, pelo o que sei.
Já no Brasil…
O curioso é ver nesta matéria que a maioria dos comandantes envolvidos na operação de extermínio não foram punidos, e sim promovidos. É de se perguntar que tipo de valores guiam a cúpula da nossa polícia, que sempre vem candidamente à TV para dizer que e volência praticada pelos componentes da corporação não passam de “excessos” e “casos isolados” e que o objetivo da polícia é sempre cumprir as leis estabelecidas.
Mais curioso ainda é o argumento do advogado dos policiais envolvidos no massacre, Antonio Cândido Dinamarco, segundo o qual nenhum dos policiais deve ser punido porque estava “cumprindo seu dever”. E desde quando assassinar a rajadas de metralhadora gente encarcerada e desarmada é dever? Isso me faz lembrar que essa argumentação também foi usada algumas vezes por advogados de nazistas na Europa para tentar livrá-los da prisão ou da forca. Não foram bem-sucedidos em sua esmagadora maioria, pelo o que sei.
Já no Brasil…
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