30 de janeiro de 2009

Protecionismo nos olhos dos outros é refresco

Foi engraçado ver Lula na TV reclamando do protecionismo norte-americano em relação ao aço quando dias antes o próprio governo dele quis limitar e dificultar importações de vários itens através de barreiras burocráticas (o projeto só não foi para frente por causa da gritaria dos empresários).

26 de janeiro de 2009

Proporcionalidade para a câmara: uma proposta

Já que a torto e a direito fala-se de fim da reeleição e esticamento de mandatos como quem sugere mudanças em receita de bolo, vou colocar aqui um post que eu postei em algumas comunidades no Orkut há uns dias atrás. Lá vai:


A gente ouve falar há anos a torto e a direito de várias propostas de reforma política para o Brasil.

Mas uma da qual eu praticamente nunca ouço falar mas que para mim é um dos pontos mais importantes é a da reforma na proporcionalidade homem-voto na câmara dos deputados federais em Brasília.

Eu andei dando uma “estudada” no assunto, e o que eu vi é que em grande parte das democracias estabelecidas, tanto as presidencialistas (Estados Unidos) quanto as parlamentaristas (Grã-Bretanha), tanto os países de primeiro mundo (Alemanha) quanto de terceiro mundo (Índia), a escolha de deputados se dá pelo quociente de votantes por cadeiras, fazendo com que a discrepância de votos para eleger cada deputado seja a mínima possível.

Para quem souber ler na língua do Barack Obama, aí vão dois links que explicam mais ou menos o que eu quis dizer.

Voltando ao Brasil, vemos que as regras aqui fazem com que estados mais populosos (Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul) estão sub-representados em termos de deputados no congresso, enquanto estados com pouca população (Roraima, Amapá, Rondônia, Sergipe, Tocantins e até mesmo o Distrito Federal) estão super-representados. Isso acontece porque, de acordo com as regras atuais, cada estado tem um piso de 8 deputados e um teto de 70 deputados federais.

A partir disso, o que fazer, então?

Minha proposta para a proporcionalidade seria a seguinte:

1. Criar um parâmetro para o tamanho, em número total de membros, da câmara dos deputados federais. Esse tipo de determinação seria necessário porque hoje em dia o tamanho da câmara é justamente definido pela regra de “mínimo de 8, máximo de 70 deputados por estado”. Assim, eu proporia a seguinte regra: a de que o número total de deputados federais na câmara seria um múltiplo fixo do número total de senadores federais (hoje em dia são 81, três para cada estado). No caso, acho que uma câmara com um número de membros 6 (486 deputados federais) ou 7 vezes maior (567 deputados federais) do que o senado seria o ideal, pois estaria próximo da configuração atual (513 deputados federais).

2. Criar um sistema de proporção de deputados por estado semelhante ao dos EUA. Lá, a quantidade de deputados federais por estado é definida pelos números do censo populacional, conduzido a cada dez anos. A partir da divisão da quantidade da população do país pelo número de cadeiras disponíveis na câmara, chega-se a um quociente eleitoral que é usado para o cálculo do tamanho de cada bancada estadual. No caso de estados que possuem uma população total inferior ao número de votos do quociente eleitoral, dá-se a eles o direito de eleger pelo menos 1 deputado federal para cada um destes estados. Causa-se uma desproporção? Causa, mas essa desproporção ainda sim seria muito menor do que ocorre hoje em dia no Brasil.

3. Criar sistemas de compensação financeira ou estrutural (benefícios fiscais, programas de colonização de terras, etc.) para beneficiar aqueles estados que perdessem deputados federais nesta reforma de proporcionalidade, para compensar a perda de poder no congresso e diminuir tensões.

4. Consolidar este projeto de reforma e lançá-lo na base da iniciativa popular, que demanda um abaixo-assinado de 1 milhão e 250 mil pessoas em 5 estados diferentes.

5. E para evitar a interferência de congressistas que poderiam travar ou melar a reforma, a opção de referendo nacional para a aprovação deste reforma seria uma saída possível.

25 de janeiro de 2009

No dia de aniversário da minha cidade de São Paulo, eu pergunto:

Quando é que a gente vai ver um Tietê-Pinheiros mais limpo?

Quando é que a gente vai ver os viadutos medonhos construídos em zonas residenciais durante a ditadura militar demolidos?

Quando é que a gente vai ver a cidade realmente preocupada em recuperar o verde que ela perdeu desde os anos 50?

Quando é que a gente vai ver a memória histórica da cidade mais seriamente preservada?

Quando é que a gente vai ver o Centrão tratado com menos desprezo?

Quando é que, no geral, a gente vai passar a ver menos sujeira?

É o que eu deixo no ar.

5 de novembro de 2003

31 de outubro de 2003

30 de outubro de 2003

O presidente Lula vai entrar numa fria. Literalmente.
POBRE NEW ORDER

Aqui no Brasil, atores bonitões da Globo, não contentes, se lançam à música pop. Ontem, assistindo ao programa da Adriane Galisteu (não me pergunte!), pude conferir uma das imolações mais imperdoáveis que o rock jamais sofreu. A mais nova migração pop foi dada por Dado Dolabella, filho do Carlos Eduardo. O ator galã pegou a maravilhosa “Love Vigilantes”, do New Order, e transformou em alguma coisa inenarrável, versão melosa e medonha.

A performance era aquilo: ele entrou com um violão para fazer seu playback, fingia que tocava, a platéia fingia que gritava, aí ele parava de “tocar” para fazer pose sofredora com as duas mãos no microfone e a câmera cortava para mostrar uma mulher caricaturando uma empregada doméstica (deve ser personagem do programa), que pulava histérica.

Por muito menos, os ingleses declararam guerra à Argentina.

29 de outubro de 2003

Justiça afegã condena concurso de miss

Cabul - A Suprema Corte afegã condenou Vida Samadzai, 23, que compete como miss Afeganistão num concurso de beleza, dizendo que a exibição do corpo feminino contraria a lei islâmica e a cultura nacional.


Ué, mas não é justamente para implantar a “democracia” e os “direitos humanos” que os EUA continuam lá? Eles não disseram que baniriam o “fundamentalismo muçulmano” das terras afegãs?
Falando em fotos, vale lembrar que a nova empreitada foto-bloguística do Nemo Nox é Plic-Plac.

28 de outubro de 2003


As fotografias radicais de Erwin Olaf.
Eu sei que o assunto já esfriou, mas eu queria deixar registrado aqui: aquela suspensão que o “Domingo Legal” do Gugu sofreu há umas semanas atrás nada teve de censura na minha opinião. Foi uma punição justa e direta (no bolso, mais precisamente — com o programa fora do ar, tanto o SBT quanto o Gugu perderam milhões de reais) à reportagem-armação criminosa que o programa exibiu.
Trecho do post A crítica e o medo, do Paulo Polzonoff, que mandou muito bem:

É o que não me canso de repetir: a arte vive à revelia da crítica. A grande arte, ao menos. O grande crítico, grande mesmo, é o tempo. E ele passa por cima de tudo, de elogios a observações negativas. É o tempo que manda. E ele é implacável com os que não têm talento. Pior: o tempo não dá a mínima para as vendas e para o sucesso ou fracasso, em vida, do artista. Eis o porquê de sua justeza e crueldade.
É lamentável que nestes tempos atuais aconteçam abusos como esse com passageiros brasileiros. Que vergonha, American Airlines.
É sempre bom se olhar no espelho de vez em quando.
(via Tele)

27 de outubro de 2003

Falando em Trash, hoje eu já garanti o meu ingresso para sexta.
Ei, hoje teve Blog’n’Roll com meus velhos conhecidos da Trash 80’s, o Tonyy e a Tuka…;-)
Às vezes me dá raiva como uma abordagem sensacionalista pode arruinar uma matéria que tinha vários elementos para ser bacana. Um exemplo disso foi uma que vi ontem no Fantástico sobre um funcionário que trabalha como carrasco em execuções no estado no Texas.

Estava na cara que, apesar da função, o sujeito não passava de mais um funcionário público, mas a reportagem ficou colocando aquela musiquinha estilo programa do Gil Gomes e uma iluminação vermelha no rosto dele, pintando-o quase como um maníaco. A matéria o tempo todo só quis passar uma mensagem: “ohhhh, que horror, olha a cara do carrasco, nosssaaaa, que medooooo, que sinistrooooo...” e adicionou pouca informação além daquelas que serviam de “escada” para esta mensagem.

Claro que não se trata de falar de um assunto “meigo” ou “ameno”, mas a reportagem poderia ter fornecido mais e melhores informações sobre os temas relativos à pena de morte nos EUA e no Texas isso com certeza poderia.

E o curioso foi que em nenhum momento foi dito uma palavra sequer sobre George W. Bush, que foi governador do estado até 2000 e fez aumentar bastante o número de execuções durante o seu mandato. Mas sei lá, talvez aí eu já esteja pedindo demais para um programa de TV aberta que passa nas noites de domingo…

26 de outubro de 2003

Com meu pai visitando a cidade, este final de semana foi bem agitado.

Em tempo: acho que ninguém pode dizer que apenas feiura existe em São Paulo antes de ver as luzes da cidade à noite a partir do topo do Edifício Itália.
;-)